Receba meu abraço, cheio de energia bacana!

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6 de julho de 2011

Ei, Morte! Eu não te temo mais...

Sexta-feira, 13 de maio.
Acordei com a imagem de uma mancha de sangue na minha camiseta. Ao olhar pelo espelho me deparei c o quadro da realidade q estava se estampando na minha frente. A partir daquele momento tudo iria mudar na minha vida. Tudo q era preservado, minha imagem só minha, seria compartilhada. Era chegada a hora de dizer q o jogo de mim comigo mesma havia acabado e eu não conseguiria mais continuar sozinha, a partir daquele momento.
Durante o dia, minha cabeça ficou a mil. Tudo passava. Eu sabia q a coisa era séria, mas ainda assim, me faltava a coragem de expor tudo aquilo. Quando a noite chegou, eu sabia q aquela era uma última noite da vida q eu tinha, eu sabia q ao acordar, a cortina iria se abrir e la estaria eu, exposta, frágil, gritando por socorro.
E foi assim...
A noite passou quase q em branco, as dores aumentaram e era, portanto, chegada a hora de jogar a toalha, rendida por mim mesma, pelos artifícios q a vida arrumou para terminar c tudo aquilo.
Sim, eu estava c medo... eu estava em pânico. Eu sabia da gravidade, eu sentia um vento frio mórbido a me rondar. Eu chorava compulsivamente, eu precisava de ajuda, nada mais eu poderia fazer sozinha.
‘Cuidei’ de mim, sozinha, durante tanto tempo, mas eu não era mais capaz de nada.
Eu via o medo, a compaixão, a apreensão nos olhos do meu marido, da minha mãe e irmã.
Eu pensava, a caminho do hospital, de q adianta as coisas materiais, se não temos saúde?  
No pronto-socorro fui atendida imediatamente, obviamente. A médica q me atendeu, a dra. Ana Paula estava lá, na minha frente, aguardando. Eu ainda lutava contra tudo aquilo e ela aguardando o momento q eu desse o primeiro passo de me expor.
Meu Deus... como tudo aquilo foi difícil pra mim...
A sala de enfermaria parecia pequena diante de tanto medo, de tanta surpresa, de tanta dor. Eu sei q ela se assustou c o quadro q viu, eu sei... Ela saiu da sala bombardeando todos diante da situação q se deparou. Não era possível tudo aquilo. O quadro q ela vira era gravíssimo, talvez sem condições de cirurgia, de tratamento. Desnecessário eu dizer o estado q deixei minha família.
Incrível q, qdo me deitei na maca, eu estava entregue, à mercê da vida, de Deus. A morte não me assustava tanto qto um dia eu imaginei. Parece q, ao estar ali, dentro de um hospital, eu não seria mais a condutora do meu destino.
Nada do q ela dizia era novidade pra mim, eu estava ciente do meu quadro.
Ok... não adiantava ficar ali julgando meus atos, minhas falhas, meus segredos, precisavam começar a cuidar de mim. E aquilo tb não foi fácil. As dores eram quase q insuportáveis, eu gritava de dor, implorava por sedativo, por analgésico, q não faziam efeito algum. No eco dos meus gritos, o choro da minha irmã, la fora, gritando a sua dor...
Eu ficaria internada, aguardando os médicos q ela haveria de convocar. Enquanto isso, diante de um quadro de anemia profunda, eu ‘tomaria’ sangue para me fortalecer.
Meu medo de injeções e agulha já não existia mais. O q são picadas diante de tudo aquilo? Não são nada.
Tomando medicação pela veia, já feita a assepcia e o curativo fui para a enfermaria conjunta do pronto-socorro, aguardar a internação.
Eu olhava em volta e tudo parecia ter uma outra roupagem. Eu já estava calma, resignada, pronta para o q viesse. Eu percebia em volta de mim pessoas q me amavam, q sentiam medo do meu estado e eu tentava acalmá-las. Eu já estava bem. Qualquer q fosse q o resultado dos exames, eu aceitaria, sem problemas e... até sem medos.
Parecia q eu havia chegado no limite de tudo, q eu havia me deparado c a morte, olhado de frente pra ela, encarado e não havia visto monstro algum.
Não, eu não estava mais c medo.
Eu sabia q eu estava começando uma jornada nova e aquilo não me assustava nem um pouco.
Hoje, ao relembrar todo o turbilhão daquele sábado, penso no medo, nas suas faces. O medo é uma sensação muito frágil. Basta enfrentá-lo q ele enfraquece e desaparece.
Fico pensando de onde tirei as forças q já me mantinham serena.
Hoje tenho certeza q essa força veio da bagagem de tudo q tenho aprendido com a Doutrina Espirita.
Essa força veio da minha fé e confiança em Deus.
E hoje eu sei q, turbilhões existem, de várias potências em nossa vida e não temos como fugir deles, temos q enfrentá-los, é fato.
Mas... é fato tb q, enfrentar o turbilhão com fé, faz c q esse peso fique mais leve, mais sustentável.

O Sol – Jota Quest


Ei, dor!
Eu não te escuto mais
Você não me leva a nada
Ei, medo!
Eu não te escuto mais
Você não me leva a nada...


E se quiser saber
Pra onde eu vou
Pra onde tenha Sol
É pra lá que eu vou... (2x)


Ei, dor!
Eu não te escuto mais
Você não me leva a nada
Ei, medo!
Eu não te escuto mais


E se quiser saber
Pra onde eu vou
Pra onde tenha Sol
É pra lá que eu vou
É pra lá que eu vou...

4 de julho de 2011

Hoje

Hoje, já faz mais de um mês q saí do hospital.
O retorno pra casa, por mais bacana q parecesse ser, teve um gosto de medo, de insegurança e apreensão. Eu estava acostumada com a atenção 24h das enfermeiras, da 'segurança' q o hospital me proporcionava, do conforto dos serviços de quarto e de refeições gostosinhas e a toda hora.
O retorno pra casa foi um inicio de uma nova adaptação.
Mas existe aquela historia verdadeira de q nos adaptamos a tudo, acredite, a tudo.
A minha vida, antes tão minha, tão reservada, se transformou, qdo cheguei no hospital, naquele sábado, na emergência, em uma vida exposta.
De um a hora pra outra todos sabiam de mim, dos meus medos, dos meus segredos, da minha intimidade... de mim.
Isso não é tão simples qto pareça ser...
Não, não é.
Enquanto estive internada, fui acompanhada por uma psicóloga, a Patricia Bader, q me auxiliou naquele momento tão diferente da minha vida. Era muito bom expor pra ela o q passava aqui dentro de mim, o q eu conseguia expor em palavras. Ainda não voltei a falar c ela depois q saí, ela está de férias.
Hoje eu enxergo a minha vida de uma forma bem diferente.
Vivo de uma forma bem diferente.
Muito estranho pq, por mais q pareça ser e continuar a ser a mesma coisa, não é.
Minha rotina diária é diferente. Hoje não convivo mais com o tumor q fazia parte da minha rotina e imagem. Algumas vezes, qdo me olho no espelho, e vejo como tudo mudou, ainda não acredito e parece q foi tudo muito simples e rápido. Parece até mesmo q, isso tudo q passei, passou num flash, num segundo, num abrir e fechar de olhos. Como um sono ao acordar. Acordei e estou aqui, assim, c esse pedaço de mim mesma no meu peito, em formato de coração. Antes, o coração era exposto, embora familiar, nem mais me assustava como deveria.
Há muitos fantasmas q preciso espantar. Há muitos pensamentos e lembranças q não são legais.
Não, não são.
Há relações de imagens q faço q me repulsam, um simples mamão papaia no café da manhã ainda é uma superação ao retirar suas sementes.
Hoje, eu sei q é preciso retirar essas sementes todas. Todas.
É preciso retirar esse coração exposto, tirar a sua sombra e iluminar o q sou agora.
Mostro meu peito pra quem quiser ver.
Veja!
Eu digo pra todos, olha só q legal como sou! Sou eu agora, sou eu c saúde, sou eu renascida.
Veja, por favor, veja! 
Vc q me deu essa nova oportunidade, através do seu pensamento de força, de suas preces, do seu carinho e até de suas lágrimas.
Veja! vc me ajudou a ser e estar assim agora.
Olha só q bonito q ficou!
Sim, eu acho lindas a minhas cicatrizes do peito e da barriga. Através delas eu ganhei uma nova oportunidade. Elas são a marca de um virar de pagina, de um recomeço de mim comigo mesma.
Minha família, meus amigos, os médicos, enfermeiros, tanta gente eu queria agradecer...
Nunca vai ser o bastante, por mais q eu agradeça.
Tantos sofreram tanto por conta disso tudo... minha mãe, irmã, marido, sobrinha, prima, primos, tios, amigos...
Qta lembrança de lágrimas ainda terei q enxugar. Ah sim, isso ainda terei q fazer por essas pessoas q me querem tão bem e q fiz sofrer.
Mas... não vou e não posso ficar me lamuriando e torturando pelos meus erros. Tenho q olhar e focar pra frente. Fazer o q posso fazer, o melhor q eu puder.
E assim vou seguindo, passo a passo, dia a dia, desde todo esse relato do hospital.
É claro q há muito q passei q ainda pretendo contar.
Mas há tempo, hei de ter esse tempo. Deus me concedeu isso e serei eternamente grata.
Decifrar o objetivo é a minha meta.
Assim re-re-reinicio esse blog c uma nova roupagem, com uma nova vida.
Coisas da vida... q nem sempre são para ser entendidas, mas para serem vividas.
Seja sempre muito bem-vindo!

Em casa

quarta, 01 de junho às 20:18
Estou em casa e tudo parece estranho.
Ficar confinada num mundo fechado, sem ver sol, nem chuva, nem noite, durante 18 dias faz a gente sair um pouco do eixo.
É natural, além de tudo o q se passou. 
Estou bem... e é bom estar de volta ao meu lar e, principalmente, à vida!

Relatos no hospital - 15

terça, 31 de maio, às 8:43
17 dias cravados... tomando café reforçado...
Esperança de q o curativo esteja evoluindo... 
Bom dia pra vc tb!

terça, 31 de maio, às 21:49
A grandiosa novidade do final desse dia: MÉDICO ME DEU ALTA!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!! 
Amanhã estou de volta pra minha casa, pra minha nova vida!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!

terça, 31 de maio, às 22:05
O agradecimento de honra ao meu médico, o cirurgião plástico José Mario Camelo Nunes q, com sua competência, me devolveu a esperança e a solução de um problema tão sério. 
Há muito ainda a ser caminhado, mas o impulso q esse ser me proporcionou foi brutal! 
Peço a Deus q ilumine o seu trabalho e a sua vida!

23 de abril de 2011

Gosto...

Gosto de tradições, gosto de rotina...
Gosto de nostalgia e de relembrar...
Gosto de familia reunida na mesa...
Gosto de coisas simples...
Não gosto de surpresas, de sustos, de grandes mudanças...
Nem sei se gosto das pequenas mudanças...
No trabalho, sou diferente do q sou...
No trabalho, sou o q preciso ser...
Na minha vida, sou o q aprendi e escolhi ser...
Nem sempre estou certa e nem sempre aceito isso...
Nem sempre estou errada também...
Gosto de dissertar, de falar o q penso...
Mas gosto de calar, de deixar como está...
Gosto de ouvir musica calma, gosto do silencio...
Gosto de ficar sozinha...
Gosto de ouvir o som da vida, da natureza...
Gosto de ser assim...
Mas não gosto do q ainda não sei mudar em mim...
Sou assim...
E me dou bem comigo mesma...

7 de janeiro de 2008

É preciso ter coragem para ser feliz

Meus queridos amigos, visitantes e leitores desse blog,

Para vocês eu desejo um 2008 mais quente, mais repleto, mais alegre, mais cheiroso , mais humilde e mais gostoso...
Em 2008, coragem! Por que é preciso ser corajoso para ser feliz, coragem para mudar, para começar de novo!
Em 2008, muita capacidade de sonhar e realizar!
Que consideremos as perdas como aprendizados a se nutrir com a experiência e depois até sorrir de tudo isto.
Que os próximos 360 dias tenham movimento, tenham vida, flores e frutos, chuva e vento, olho no olho, sinceridade & humildade, amor & perdão....
Que todos sejamos semeadores de paz e harmonia!
"A vida expande ou encolhe na proporção da coragem de cada um" (Anais Nin)

FELIZ 2008!!!!!!!

29 de dezembro de 2007

Retrospectiva

E, novamente, um ano está por terminar...
Meus planos, todos se realizaram? Conquistei tudo q eu sonhei?
Não... nem tudo...
Mas muito mudou, muito melhorou...
Muito do q pedi a Deus, não consegui...
Não, não vou discutir c Deus...
Ele sabe bem mais do q eu do q eu preciso...
Ele não realiza meus caprichos, por mais q eu peça, q eu peça e peça...
Ele nem dá bola pros meus caprichos... pros meus mimos...
Ta nem aí c isso...
E eu peço mimos...
Peço paparicação, peço atenção, peço retorno a tudo q faço...
Peço até q me entendam sem q eu diga qqer coisa...
Peço q adivinhem o q quero...
E nem sempre tenho, nem sempre recebo e... quase sempre fico triste por isso..
Sim, culpa minha... sou eu q busco esse sofrer... de boba q ainda sou...
De carências q ainda tenho...
Em nem todos planos me empenho tanto qto naqueles q cismo...
Deveria ter a mesma determinação em muitas outras áreas...
Mas ainda insisto naquilo q não há jeito...
Por mais q me falem...
Pessoas e a minha razão...
E o ano q passou?
Qtos amigos fiz? Qtos perdi?
Qtos projetos executei? Qtos nem iniciei?
Qtos, dos executados, deram certo?
Qtos foram realmente concluídos?
Retrospectiva...
Balanço...
Meu pai morreu esse ano... mas descobriu q era amado...
Triste...
É necessário dizer q se ama sempre... a todo instante em q se sente o amor...
Ontem foi meu aniversário...
Meu primo disse q me ama, achei tão bonito...
Não ganhei presentes, mas não ligo pra isso...
Prefiro um abraço, uma lembrança, uma palavra, um olhar...
Prefiro menos q é bem mais...
To chorando... acho q é a época...
Fui caminhar no parque e pedi a Deus q me aliviasse do peito o q me aperta...
Não é capricho, Deus...
Cheguei em casa e havia um recado na secretária eletrônica, minha prima desejando feliz aniversário por ontem...
Bom receber palavras boas, energias boas...
Não obtive nesse ano respostas pra tudo, mas pra muita coisa...
Tenho medo de ter pouco tempo e faltar muita a fazer, a dizer...
Tenho dito...
Tenho tentado...
Acho q tenho feito...
Ano novo, é de praxe fazer planos...
Inicio meus planos e sonhos para um ano melhor...
Pra mim, pra vc... pra quem quer q seja ou esteja... aqui ou em qqer outro lugar... q possa ou não tocar... q possa ou não ver...

20 de setembro de 2007

A entrevista

De resto, minha vida anda corrida...
Tenho trabalhado muito e as contas nem todas estão sendo pagas... q coisa! Não posso reclamar nem de trabalho e nem de ganhar dinheiro, mas é incrível como a grana vai embora!
Dia desses, me liga um cliente novo. Nos falamos por telefone e deduzi q se tratava de um gay. Conversamos sobre seu apartamento novo, sobre preço de projeto, demos algumas risadas e, depois q desliguei, concluí: ele é gay.
Nada contra gays, ao contrário, adoro gays. Meu amigo, aquele q veio da Austrália, q almoçamos, etc e tal (ver post: ‘Época boa, a melhor...’) é gay e nada muda em ele ser legal, uma boa pessoa ou não.
Passou uma semana e achei q o telefonema era só especulação de preço. Mas na semana passada, liga ele de novo.

_Então, Andréa, fiz uma seleção de arquitetos e escolhi 3 pra uma ultima seleção, entre eles, vc. Queria te conhecer, ver seu trabalho. Meu companheiro é de Campinas (hum... eu já tinha matado, na mosca!) e ele vem pra SP no fim de semana, será q poderíamos marcar uma reunião?

Ok, marquei a tal reunião c o casalzinho no sábado q passou. Cheguei lá no flat dele, em Moema, atrasada. Ele meio gordinho, sem graça, mas o ‘companheiro’... meu deus, o q era aquilo? Uma gracinha! Ninguém ali parecia gay e isso é um perigo.
Sentei num sofazinho, enquanto ele buscava um copo de água pra mim e troquei algumas palavras c o ‘companheiro’. Tomei minha água e comecei a expor meu trabalho, meu jeito de trabalhar, responder às perguntas q eles me faziam. Confesso q não gostei nem um pouco de tudo aquilo, pareceu mais uma entrevista de emprego, q eu nem lembrava mais como era. Fui embora c a promessa do ‘eu te ligo, qqer coisa’. Q coisa mais chata! Tanta correria e expectativa pra pegar um trabalho pra me deparar c aquilo! Não gostei! Apenas do ‘companheiro’ gostei, aliás, achei bonitinho apenas.
Logo na segunda-feira o meu celular toca e era DDD de Campinas. Era o ‘companheiro’ ligando pra agradecer a minha atenção e simpatia, mas eles haviam optado por outro arquiteto. E q, ‘qqer coisa’ eles me ligavam, se precisassem de algum projeto. Como é? Como assim? Se optaram por outro profissional, como vão precisar de algum serviço meu?? Ah... me poupe!
Me deu vontade de falar: ‘ah... qqer coisa... vai te catar!’
(Quem é q gosta de não ser escolhida???)

8 de setembro de 2007

Meu lado esportista

Sempre pratiquei esportes. Desde menina minha mãe incentivou muito minha irmã e eu a praticarmos algum esporte.
Fiz natação, durante um bom tempo, treinava todos os dias, competia e tudo, mas os ombros começaram a ficar largos, sei lá, não sei se eu gostava daquele aspecto de atleta ombruda. Num dia de recreação, eu brincava de pular, dar cambalhotas na piscina e o professor de saltos ornamentais me ‘descobriu’ e me convidou pra praticar saltos ornamentais. Fiquei treinando as duas coisas juntas, mas depois optei por saltos ornamentais. Eu era boa naquilo, magrinha, flexível; ele me inscrevia em competições e eu ia, competia e até ganhava. Me convidou pra ser federada, o significava competições mais importantes e proporcionalmente treinos mais fortes e demorados.
Certa tarde, véspera de uma competição, estava eu treinando na cama elástica. Ele queria q eu desse um salto mortal mais sofisticado e treinei a tarde toda pra isso. Fomos pra piscina, treinar realmente no trampolim. Ok, eu me sentia preparada e daria o tal salto mortal mais sofisticado (o mais simples era baba...heheh). Subi no trampolim, me preparei para o salto, me concentrei... dei meus passos em direção ao fim da prancha e... TCHUUUM... o ‘gracinha’ deu um impulso na prancha e a pobrezinha aqui voou longe, levinha, magrinha... voou longe mesmo. Eu não esperava por aquilo, não tínhamos combinado impulso algum, portanto fui pega de surpresa. Fiquei totalmente sem reação e assustada, lá no alto, apenas vi a piscina a me esperar. Eu, de braços abertos, boca aberta, corpo duro, tenso caí q nem um pastel, retona, de barriga na água. Tadinha de mim... Fiquei toda vermelha e doída, caí na piscina dura de cara. Fiquei muito p... da vida c ele, chorei e tudo. Nem me lembro se dei o tal salto mortal no dia seguinte, na competição. Desencantei de saltos ornamentais, sem contar q ele queria q eu saltasse mais alto, das plataformas ou do trampolim mais alto e eu tinha medo, era uma menina... (Engraçado... hoje, eu, mulher...ainda sinto medo de tanta coisa... mas de tanta...).
Parei c saltos ornamentais.
Fazia jazz, dançava em teatro.
Casei e fiz aeróbica durante um bom tempo. Depois de alguns anos, meu marido comprou uma bicicleta pra ele. Tomou gosto pela coisa, comprou outra melhor e passou a ir nos passeios noturnos de ciclistas, em São Paulo. Eu achava aquilo muito legal e comecei a andar de bicicleta tb. Íamos pra casa da minha mãe, em São Paulo e de lá pedalávamos até o Ibirapuera, depois voltávamos. Era pouco, mas já dava pra começar a treinar e me sentir um pouco apta a acompanhar o grupo de passeio noturno.
Fiz o meu primeiro passeio, não agüentei o ritmo do pessoal, fiquei pra trás muitas vezes, mas o guia sempre me acompanhava e o grupo esperava. Comecei a treinar legal e logo já acompanhava o grupo, eu já ficava na turma dos q esperava os ‘molengas novatos’.
Os passeios eram muito bons. Cada dia (noite) era um roteiro diferente pela cidade. Muita coisa bonita pra conhecer, pra passear, sem contar q, de noite, as luzes tornam tudo mais charmoso. Eu adorava realmente pedalar, ser uma night biker, mas chegávamos em casa muito tarde, depois da meia-noite, os passeios de quinta-feira, era tudo meio cansativo e perigoso. Até tomar banho, se arrumar, etc e etc...tarde, muito tarde.
Não fomos mais nos passeios noturnos.
Meu marido fez muita amizade c ciclistas daqui e passou a fazer trilhas. Nossa... eu achava aquilo muito legal, mas teria q treinar pra poder acompanhar o pessoal. Certa vez eles marcaram um passeio c as mulheres tb e adorei. Passei a fazer trilhas direto c eles. Tomei alguns tombos, feios, horríveis... cair de bike em trilha dói muito, muito mesmo. As pedrinhas ralam as pernas, as mãos... Eu me machucava bastante. Mas nada q me fizesse ter vontade de parar. Íamos pra Paranapiacaba, lá na Serra do mar. Adoro verde, natureza, cheiro de mato, barulho de galo cantando, passarinhos... cachoeira... adoro tudo isso.
Só q eles passaram a treinar direto, viraram ‘pro’ e eu fiquei pra trás (era a única mulher do grupo... engraçado q as mulheres quase não se empolgavam muito pra me acompanhar... pena...)
Parei de pedalar, minha bike ficou aqui, guarda e eu passei a fazer um ou outro micro passeio.
Mas sinto falta de me exercitar, então passei a caminhar.
Construíram um parque muito legal aqui perto de casa e tenho ido quase sempre. Essa semana fui todos os dias de manhã.
Hoje pedalei por aqui. Pouca coisa... 15 km, mas ta bom... melhor do q nada.
Praticar esportes é muito bom. Levanta a auto-estima, faz a gente se sentir melhor, dar uma esquecida dos problemas do dia-a-dia e os q aparecem de supetão.
Muitas vezes fui caminhar c o peito apertado de tanta dor, quase chorando mesmo. Mas... estar diante da natureza, de tudo de belo q ela proporciona, c suas cores e cheiros... c sua musica simples e bela, faz c q, todas essas vezes de depressão, ficassem por lá. Voltava sempre revigorada, c mais animo pra recomeçar. Recomeçar o dia ou qqer situação, me renovar pra tudo.
E tem mais uma coisa... qto mais vc pratica, mais tem vontade de praticar. E, conseqüentemente, qto mais vc desencana da vida durante essa coisa simples q é uma pequena caminhada, mais vc sente q é capaz de desencanar de vez.
É isso aí!
Amanhã talvez eu pedale e caminhe... pq senti falta do parque hoje.

28 de junho de 2007

Estou em reforma

Tenho mais vontade do q tempo pra escrever e postar. Em muitos momentos do meu dia penso em algo ou alguém e penso em escrever, colocar aqui ou no outro blog, registrar, divagar... Mas acaba q o tempo passa, a correria do dia-a-dia me envolve e qdo vejo, não escrevi nada.
É uma pena...
Pior ainda é, q nem domingo, eu escrevi um texto (belo texto...), no auge, já quase na conclusão, algo aconteceu aqui... travou tudo e perdi pra sempre um texto bom, q falava tanto de mim...
Realmente uma pena...
Mas não desisto (apenas naquele dia, depois de ficar p da vida, q desisti...).
To aqui hoje, c tanto a escrever, aqui e ali, mas a lentidão desse pc ou conexão está a me irritar...
Queria falar de como estou, o q estou sentindo e pensando...
Estou em obras...
Aqui em casa está, mas isso é extensão de como estou...
Tapando buracos, retocando trincas, subindo algumas paredes (quem sabe pra me proteger...), plantando e adubando, pra esperar q floreça. Retirar o q ta velho e estragado, renovar, colorir.
To em obras...
É um transtorno...
Há entulhos a serem retirados, sujeira a ser varrida...
Há muito o q fazer e... mudar...
Estou em obras, mas minha rotina continua, meu trabalho e até mesmo eu...
Mesmo mudando, ainda serei eu...
Aquela q sonha, q acredita q tudo será melhor, q tudo tem o lado bom...
A q acredita nas pessoas, q confia...
Aquela q gosta de historinhas bonitinhas e contos de fadas
(Hei! Mas conto de fadas não existe!!! Não???)
Aquela q chora assistindo filmes bonitinhos, historias de amor e final feliz...
A q acredita em final feliz...
Apesar de... sim, apesar de nem sempre ser como planejei...
Apesar de acreditar q perdi pessoas e momentos... (talvez pra sempre...)
Apesar de não achar q tenho tanto tempo assim pra esperar...
Mas então... ainda sou a mesma...
Estou apenas em reforma...
Desculpe os transtornos...